Meu pobre poeta...
Não tome para si minhas palavras de amargor
De você não guardo nenhum rancor,
Foi apenas um desabafo de uma alma inquieta.
Ainda lembro com ternura
Os momentos compartilhados
Os seus olhos de doçura
Ainda tenho comigo guardados.
Nossas longas conversas
As horas de filosofia
Que tanto encheram de alegria
Minhas horas adversas.
Quero continuar lembrando dos bons momentos
E a cada dia nutrindo bons sentimentos.
Mágoa, ciúme não quero sentir mais
Sei que em nós humanos, tais sentimentos são normais
Mas eu não os aceito
Por isso te amo ainda do mesmo jeito.
Cheguei a confessar
Gostar de você mais do que deveria
Talvez por não saber expressar
Em palavras o que eu sentia.
Jamais me sentirei culpada
Por talvez ter sido mau interpretada.
Você poeta, para mim é como um filho...um irmão...
Não sei muito bem definir
O que se passa em meu coração.
Lamento enormemente, hoje não estar ao seu lado
Mas de qualquer modo, um sentimento tão especial
Só poderia estar guardado
Com uma pequena bailarina, dentro de um cristal.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Pensamento de saudade
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Pensamento Triste
Será que estou começando a envelhecer?
Por que é tudo tão previsível?
Pessoas, acontecimentos...
Até mesmo eu, repetitiva demais para meu gosto.
As pessoas que me fascinavam
Hoje são meras lembranças
E parece que nunca existiram.
Previsível, cada vez mais a cada dia.
Tenho medo de perder o interesse,
De deixar de admirar a existência.
Até ontem tudo me encantava.
Hoje eu sei como tudo vai acabar.
E infelizmente tudo se comprova previsível.
Então cada vez mais me calo.
Não sou arrogante, apenas sei como tudo vai acabar.
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segunda-feira, 23 de junho de 2008
Pensamento Obssessivo
Inevitável.
Seus lábios encostam nos meus.
Eu correspondo como se parte de você eu fosse.
Como se um dia, um só, agora tivessemos a chance de nos reunir.
Caminhamos em silêncio.
Você me olha com ternura.
Fecho os olhos, feliz pelo reencontro.
Nossas almas se comunicam, não precisamos de palavras.
Nunca precisamos não é? Nem antes, nem agora.
Agora...
Sei o que quero, quero você, agora.
E você me quer.
Depois?
Abre a porta, eu entro.
Tudo é penumbra. Meus sentimentos, minha razão.
Encosto-me à parede como um animal acuado.
Você me olha, com desejo.
Fecho os olhos e me entrego...à sua boca, às suas mãos...
Suas mãos que exploram meu corpo, como se mil vezes tivessem feito esse mesmo percurso.
Olhos fechados sinto você na ponta de meus dedos, na palma das minhas mãos...
No sabor de minha saliva.
Sussuros, suspiros...Te quero.
Assim, minha pele se revela à sua.
Nossos corpos sincronizados, entrelaçados.
Assim devolvo-te.
Assim, devolve-me.
Você me olha com gratidão.
Fecho os olhos e esboço um sorriso.
E agora? E depois?
Não precisamos do depois, teremos sempre o agora.
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Amo-te...
Tanto que chego a te odiar.
E quanto mais te nego,
Mais te percebo presente
Não temos nada em comum
Não temos os mesmos gostos
Você é tosco, me irrita
Mas eu te amo
E me odeio por isso.
Não quero mais o teu toque
Não quero mais
Talvez não precise mais
E por que então não consigo te deixar?
Egoísmo?
Não sei
Somos assim, você e eu
Tão iguais em nossas diferenças
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terça-feira, 17 de junho de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Feliz... Será? O que falta no momento? Tudo eu diria. Onde está a sua essência?
Pseudo intelectual, movido por carência.
Esvazia-se aos poucos. O que fica?
Eco... Eco, de um vazio outrora ocupado por outro vazio.
Assim eu sigo.
Carregando minhas certezas, que muitas vezes faço questão de não enxergar.
Apaixonada sempre.
Pela vida, talvez até por mim mesma.
Assim eu sigo.
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Eu quero gritar mas não...
Tenho medo.
Medo do teu coração,
Do nevoeiro segredo.
Medo da morte,
Receio da sorte.
Tenho medo de te amar...
(Quanto drama... Adolescentes são dramáticos e tolos. A única coisa que não se pode perder da fase da adolescência é a paixão)
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terça-feira, 8 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Os opostos se atraem,
Os semelhantes se mantêm unidos.
Talvez por isso eu me sinta tão só...
Não tenho a pretensão de me achar única,
Nem especial tão pouco.
Mas ainda existem atitudes
Que me enojam profundamente.
Conivência por conveniência é uma delas.
Qual é o meu preço?
Altíssimo,
Portanto não estou à venda
Seja por aceitação,
Seja por carência,
Afinal sou humana.
Prefiro ser só a me corromper.
Os opostos se atraem,
Os semelhantes se mantêm unidos,
E um dia se devoram uns aos outros.
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quinta-feira, 27 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Dói mas não vou chorar
Afinal a perda vinha acontecendo lentamente.
Na busca de respostas obtive reticências...
Criei então as minhas próprias,
Nunca negadas ou contestadas.
Perigoso nas relações de amizade.
Sei que amizade, carinho e amor são unilateais
Mas quem não deseja reciprocidade?
Às vezes esqueço que doação em demasia assusta
E talvez meu preço seja alto demais. Consideração
De qualquer modo não havia espaço para mim em seu mundo
E nem para você no meu.
Equivocadamente um terceiro foi criado
Cada vez mais invadido pela realidade inevitável.
Se foi um sonho ou uma brincadeira não sei.
Foi maravilhoso e me fez feliz
Renovou minhas energias
Fez-me acreditar novamente em mim mesma
No fim acredito que tornei as coisas mais fáceis
Um pedido de "não se preocupe mais"
Que a mim soou como "não me procure mais"
Fim da história da bailarina e do poeta.
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sábado, 1 de março de 2008
Manhã...
Ainda permanece o cheiro da noite de amor
Abro a janela, os raios de sol envolvem meu corpo
Aquecem, rodeiam
Silhueta à janela, desenhada contra a luz
Contornada pela luz
Nua,
Vestida pela luz
Seu olhar me chama ao leito, a seu peito
Os raios de sol me guiam,
Os raios de sol e suas mãos me guiam
Por sobre seu leito, por sobre seu peito
Os raios de sol, seu olhar, suas mãos
Envolvem, vestem, aquecem, rodeiam
Meu corpo, seu peito
Seu corpo e os raios de sol
Desperto, já é manhã...
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Eu não quero saber, eu não quero ver
Mas mesmo assim, chegaram até mim
Imagens de alegria superficial
Olhe...
Você não faz parte de nosso mundo
Nós dizemos que a amamos, mas não a queremos ao nosso lado
Agora é com você
Finja que não se importa
Contenha suas lágrimas
Dissimule
Acabou seu alegro bailarina
É hora de seu adágio
Onde estão suas sapatilhas?
Os lábios dela tocam minha face
E no entanto gostaria que tocassem meus lábios
Vez ou outra sua mão toca meu rosto
E no entanto gostaria que me acariciacem ternamente
Desde quando você lê pensamentos?
Sou flor e sou espinho
Sou doença e sou cura
O que tenho de pura?
Não me erga em altar
A menos que a seus pés
Esteja disposto
A oferecer-se em sacrifício...
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
...Entreguei-me às promessas fictícias
Que seus olhos proferiam sem dó
Criando num universo de delícias
Um sentimento que me fez tão só...
(Escrito há muito tempo, para alguém que já nem lembro quem. Gosto muito desse verso apesar de não gostar do poema todo)
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sábado, 26 de janeiro de 2008
Em sonho
A mensagem bastante clara
Em meio a um abraço sussurrada
"Assim mesmo, se vicia..."
Obedeci
Saciar a necessidade é impossível
Torna-se maior a dependência
Não sei discernir o mais doloroso
Fugir traria a dor da abstinência
Usuária de ti
Viciada em ti
Desejo-te
Nego-te
Vício destruidor de minha vida
Vício mantenedor de minha vida
Minha vida...
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07:15
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Quanto tempo permaneci neste estado de hibernação?
Não sei bem quando eu despertei,
Talvez ainda esteja dormindo.
Acordei faminta, voraz
E no desespero da busca
Sempre acabo por perder o apetite.
Eu vejo, eu ouço, mas nada faz sentido,
Como num sonho, como num pesadelo...
Olhe para mim...
O que sou hoje?
Um fragmento, frágil, pronto a ser...
O frio volta e a necessidade de novamente hibernar.
(Novembro/2004)
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02:55
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Is it a tear
Or a rain drop?
I have a fear
It doesn't stop.
I need to keep myself hiden
I whish things for me forbiden
The thoughts fighting inside my head
Sometimes I feel I'm going mad...
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02:38
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