sexta-feira, 20 de junho de 2008

Amo-te...

Tanto que chego a te odiar.

E quanto mais te nego,

Mais te percebo presente

Não temos nada em comum

Não temos os mesmos gostos

Você é tosco, me irrita

Mas eu te amo

E me odeio por isso.

Não quero mais o teu toque

Não quero mais

Talvez não precise mais

E por que então não consigo te deixar?

Egoísmo?

Não sei

Somos assim, você e eu

Tão iguais em nossas diferenças

Um comentário:

Castro Lisboa disse...

Ah...
Apego ele sobrevive ao fim do desejo.
Não aceitamos a morte nem d'uma flor, nem d'um amor.
Olhamos pro lado por não aceitar a cisão da finitude.