Em meus braços meu filho adormecido.
Contemplo seu rostinho tentando inutilmente encontrar algum traço meu.
De repente sou arrancada desse estado de admiração, sentindo-me observada.
Levanto os olhos lentamente, eu sei em que direção olhar;
No meu íntimo eu sei o que vou encontrar.
Desesperadamente chego a rezar para que minha intuição não se confirme.
Quem você admira?
A mãe? A mulher?
Aproxima-se... Ele tem febre...
Coloca a mão sobre a fronte pousada em meu peito.
Sou eu quem sinto a suavidade do seu toque.
Eu tenho febre... Antítese
Quem sou agora?
A mãe? A mulher?
É a primeira vez que nossos olhares se encontram.
Inquietude.
Tanto por dizer e permanecemos calados.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Nakai
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2 comentários:
Não sei bem ao certo como entrei em seu blog, mas saiu daqui impressionado com o seus textos.
Parabéns.
H12
A falsa Jocasta. Usa Édipo para ludibriar as percepções.
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